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18 de mar. de 2025

TROCANDO EM MIÚDOS

Por Almeida dos Santos


Carmelita no Museu do Samba


Esta semana estive no Museu do Samba levando dados sobre Carmelita Brasil, primeira vereadora de Nova Iguaçu em 1947, mas que também foi à primeira mulher a presidir uma agremiação carnavalesca, o GRES Unidos da Ponte. No museu, que tem Nilcemar Nogueira como responsável, fui recebido pelas prestimosas Josiane Martins Damas e Camila Souza Reis (ambas na foto), que ficaram encantadas com o material que serve para agregar informações sobre a biografia de Carmelita Brasil.

Diploma Carmelita Brasil
Através do Decreto Legislativo no 1.723, de 29 de abril de 2021, de autoria de Dudu Reina, quando este era presidente da Câmara, foi criado o Diploma Carmelita Brasil, oferecido pelo Poder Legislativo municipal às mulheres que se destacam na sociedade. Este ano, sob nova presidência da Câmara, a solenidade acontecerá no dia 17 de março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8). A entrega do diploma serve para celebrar as mulheres que fazem acontecer na cidade e também para poder popularizar a história de Carmelita Brasil que, por décadas, esteve apagada da memória.

Importantíssimo
Dra. Roberta, vice-prefeita e secretária da Mulher, reconhecendo a necessidade da Secretaria em homenagear Carmelita Brasil, pretende colocar uma placa no Centro de Atendimento Psicossocial Dr. Jair Nogueira (CAPS II), situado à Rua Floresta Miranda, 113, no centro de Nova Iguaçu, informando que naquele lugar morou Carmelita Brasil, a primeira vereadora iguaçuana em 1947. A vice-prefeita estuda, também, criar um Núcleo de Atendimento à Mulher com o nome de Carmelita. Um feito importante caso saia do papel.

Por falar em Carmelita…
Não se surpreendam se o nome da ex-vereadora, que também foi à primeira mulher a presidir uma agremiação carnavalesca, o GRES Unidos da Ponte, na década de 50, virar enredo de alguma escola de samba.

Minha opinião
O núcleo político no entorno do prefeito Dudu Reina, pese a simpatia dos seus integrantes por este ou aquele político, é preciso ter cautela. Acompanho distante olhando que mais a frente isso pode ser um efeito complicador. Ciúmes eleitorais são comuns neste período e já escrevi sobre isso.

Será aqui, mas a quê?
Rogerio Lisboa se consolidou como um forte líder político em Nova Iguaçu, cidade mãe da Baixada Fluminense. Tem força regional, mas não creio que se aventure em uma candidatura ao Senado Federal. Vejo que ele não quer se afastar do Rio de Janeiro, o que fica descartada a intenção de colocar seu nome para concorrer à Câmara Federal, até por causa das alianças que mantém. Sobram duas condições: compor uma chapa majoritária ao Governo do Estado ou então se lançar deputado estadual. Veremos qual decisão ele tomará.