Crianças e familiares participaram de dinâmicas externas à inclusão
O Dia Mundial de Conscientização do Autismo foi marcado com atividades sensoriais, discoteca inclusiva e muitas brincadeiras para as crianças, na manhã da última quarta-feira (2), no Centro Educacional de Terapias Integradas Marlene dos Santos Abraão. Este ano, a estimativa é que 150 alunos sejam atendidos na unidade.
O Centro de Terapias foi inaugurado em fevereiro de 2023. O local fornece estimulação precoce, motora, auditiva, visual, manual das crianças de seis meses a seis anos. A unidade conta com assistentes sociais, psicomotricista, psicopedagoga, terapeuta alimentar, fonoaudiologia, entre outras especialidades.
O Centro de Terapias realizará diversas atividades ao longo do mês para promover a conscientização sobre a inclusão. A gestora do espaço, Gisela Gonçalves, destaca a importância dessas ações.
"A gente enfatiza cada vez mais a importância da conscientização da inclusão, do respeito e dos momentos de convivência. A família é o primeiro vínculo que a criança tem e ela está sempre presente nas dinâmicas do centro. Teremos ao longo do mês rodas de conversa e outras atividades que reforçam esse compromisso de conscientização da inclusão e dos momentos de convivência e a troca de experiências."
PARTICIPANTES DO CENTRO DE TERAPIAS INTEGRADAS
Dimitriu e Lavinia, gêmeos de quatro anos, enfrentam uma jornada desafiadora ao lado da mãe, Elaine Oliveira. O menino tem autismo nível 3, enquanto a irmã foi afetada com autismo nível 2, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). O caminho foi longo até o diagnóstico.
"A gente foi descobrindo a situação em passos de formiguinha. Fui ao neurologista, às terapias e depois conseguiram. Agora eles estão evoluindo gradativamente. Eles ocupam este lugar, pedem o tempo todo para ir para a terapia, amam este espaço. Esse espaço que nos foi dado é ótimo e essencial. É de uma importância total para a família do autista esse tipo de suporte”, afirmou Elaine Oliveira.
Ela deu um conselho para outras mães que estão passando pelo mesmo desafio. "Não tenham vergonha, não achem que é culpa de vocês. Caminha, vai devagarzinho, corre aqui, corre ali, não consegue aqui, tenta mais na frente, porque uma hora consegue", assegurou.
Luana Vasco é mãe de Felipe, há seis anos, e acredita que o apoio do Centro de Terapias tem sido fundamental para o desenvolvimento do filho, divulgado com autismo, TDAH e TOD. “Ele já foi acompanhado no ano passado e teve uma ótima evolução pessoal. É essencial que a Prefeitura proporcione esse ambiente de inclusão, além de incluir pessoas ditas comuns ao mundo deles”, explicou.